Europe_2012
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Europa_2012

Mármore e Metal

Marble and Metal

50x50x40cm

Nasci em Portugal, um país livre, um país que se misturou e deixou a sua marca na Ásia, África, América. Um país que já governou o mundo e depois ficou pequeno e a precisar de ajuda, várias vezes. Um país formado por emigrantes e imigrantes. A minha geração é a primeira nascida na União Europeia. Desde 1986, do auge dos meus dois anos, que Portugal faz parte de algo maior e nós, portugueses, tornamo-nos europeus com credenciais, apoio e obrigações. Cresci a acreditar em fronteiras abertas, a saber que posso viajar, trabalhar, comunicar com todos os meus vizinhos, a acreditar que foram as nossas diferenças que nos uniram em busca da paz e do bem comum. O novo século trouxe consigo novos paradigmas, mentalidades fracturantes onde a diferença não é comemorada, mas disfarçada e oprimida. Para onde quer que olhemos, vemos movimentos extremistas, pessoas cujo poder lhes permite controlar o destino e a determinação do Outro. Há agora muros a ser construídos e fronteiras a ser fechadas para nossa proteção. O medo começou a instalar-se na cabeça das pessoas. E a Europa, esse belo sonho, é agora uma amálgama de países que se contradizem e desafiam, uma estrutura que ainda não teve tempo de se estabelecere amadurecer. A Europa está fechada em si e para si mesma, porque o mundo inteiro está a mover-se para o avesso, para a exclusão, para (in) diferença. E o futuro é um poço sem fundo, sem luz no final. Quanto tempo ficaremos à tona?

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I was born in Portugal, a free country, a country that has mixed with world and left its mark in Asia, Africa, America. A country that once ruled the world and then became small and in need of help several times. A country made up of emigrants and immigrants.

My generation is the first born in the European Union. Since 1986, I was just two years old, Portugal has been part of something bigger and we, the Portuguese, we become Europeans with credentials, support and obligations. I grew up believing in open borders, knowing that I can travel, work, communicate with all my neighbors, believing that it was our differences that united us in search for peace and a common good.

The new century brought with it new paradigms, fracturing mentalities where difference is not celebrated, but rather disguised and oppressed. Everywhere you look, you see extremist movements, people whose power allows them control over the destiny and determination of the Other. There are now walls being built and borders being closed for our protection. Fear began to settle in people's heads. And Europe, this beautiful dream, is now an amalgamation of countries that contradict one another and challenge a structure that hasn’t had time to establish itself. Europe is closed in itself and to itself, because the whole world is moving to its reverse, to exclusion, to (in) difference. And the future is a bottomless pit without a light at the end.

How long will we stay afloat?