Intermittence in Space and Time_2012
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Intermitências no Espaço e no Tempo_2012

Porjecto em co-autoria com Artur Ruivo e Cristina Ferro

Project co-authored with Artur Ruivo and Cristina Ferro

Pano Crú, Madeira, Metal e Sisal

Dimensões Variáveis

Metal, Cloth, Wood and Rope

Variable Dimentions

O título deste projeto reflete uma arquitetura móvel cuja dicotomia de montagem / desmontagem mantém uma linha intercalada no tempo, um acto contínuo que se conecta ao movimento de ocupação humana e que cria uma simbologia nos locais onde está temporariamente localizado.

O projeto baseia-se no topónimo do mercado, na cidade com o mesmo nome (Santa Maria da Feira) e no festival Imaginarius, onde foi apresentado pela primeira vez. Na origem da cidade, havia um mercado próximo às muralhas do castelo “sob a invocação da Virgem Maria, onde as colheitas eram vendidas, os alimentos, ferramentas,  roupas, sal e outros items necessários para a vida quotidiana da população. O castelo, como um ponto de vista militar e de defesa de toda a região, forneceu aos feirantes a segurança necessária para escoar os seus produtos, permitindo-lhes comercializar sem medos, o que ajudou o mercado a transformar-se numa importante manifestação religiosa, cultural e social, de tal modo que deu nome a esta terra ".

O mercado é entendido aqui como uma homenagem ao lugar a que pertence, um lugar antropológico com identidade, história e forte dimensão relacional, enquanto identifica lugares como expressão de um evento com intervalos de tempo definidos, sobrevivendo até os dias atuais e persistindo teimosamente, reinventando-se entre a superabundância de eventos e a sobrecarga de informação que classifica o mundo em que vivemos, profundamente distinto de tudo que o precedeu. Vivemos na sociedade da velocidade e do consumo, dos “não-lugares” - auto-estradas, supermercados, aeroportos e centros comercias - e o mercado ainda é um remanescente da nossa relação nómada com o mundo, um local para comprar provisões para a semana , maravilhar com os pregões de rua tão característicos dos feirantes. A “intermitência no espaço e no tempo” apresenta-se como um espaço construído para ser experimentado pelo público - é permitido andar dentro da sua arquitetura - enquanto oferece liberdade de interpretação e uma experiência cognitiva. Ao reduzir os elementos do mercado a um conjunto de tendas - marcas arquitetónicas que povoam o espaço e a imaginação das pessoas, permanecendo transformadas e redefinidas nas suas fronteiras formais e territoriais -, convidamos o público a reclamar o espaço e a torná-lo seu, oferecendo novas experiências passageiras, elevando o projeto a uma elipse formal e temporal, assumindo a efemeridade do evento como a sua experiência mais forte.

(1) no texto do site oficial da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

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The title of this project calls on a mobile architecture whose dichotomy of assembly/ disassembly maintains a broken line in time, a continuous act that connects with the movement of human occupation that creates a symbology in the places where it is temporarily located.
This project is based on the Market toponym, the city with the same name (Santa Maria da Feira – Market) and in the Imaginarius festival where it was first presented. At the origin of the city, there used to be a market next to the castle walls “under the invocation of the Virgin Mary, where the crops where sold, the implements, tools, cloths, salt and other items needed for the daily life of the population. The Castle, as a military and defense standpoint of the whole region, provided the marketers with the fairground security they need for their products, allowing them to commercialize without fears, which helped the market turn into an important religious, cultural and social manifestation, so much so that it gave it’s name to this land."
The market is here understood as a tribute to the place where it belongs, an anthropological place with identity, history and strong relational dimension, while it identifies places as an expression of an event with defined time intervals, surviving to the present day and persisting stubbornly, reinventing itself amongst the overabundance of events and information overload which ranks the world we live in, deeply distinct from everything that preceded it. We live in the society of speed and consumption, of the “un-places” – highways, supermarkets, airports and shopping malls – and the market is still a remnant of our nomadic relationship with the world, a place to collect provisions for the week, marveled by the street phrasings so characteristics of the nomad vendors. “Intermittence in space and time” presents itself as space built to be experienced by the public - that is allowed to walk within its architecture - while offering freedom of interpretation and a cognitive experience. By reducing the market elements to a set of tents – architectural marks that populate the space and the people’s imagination by standing transformed and redefined in their formal and territorial boundaries – we invite the public to take the space and make it their own, offering new and fleeting experiences, elevating the project to a formal and temporal ellipse while assuming the ephemerality of the event as it’s strongest experience.

(1) in text of the official site of Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.