Bruma_2021
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Bruma_2021

Ferro

Metal

1200x430x200 cm

O comboio e a linha férra são fortes presenças no imaginário popular do concelho de Monção. Revendo a sua história, é fácil perceber a importância que tiveram no desenvolvimento do território; permitindo a deslocação de pessoas e de bens entre todo o Minho e terras transfronteiriças, ajudaram a criar relações sociais e económicas que ainda hoje imperam, dando origem a histórias e tradições conjuntas que prevalecem no quotidiano das comunidades locais. Desactivada desde 1989, a linha férrea sobrevive hoje em formato memória, como uma presença incorpórea que deixou marcas na geografia e no património local.

A escultura Bruma, pensada como um caminho a ser percorrido, é uma composição marcada pelo vazio e pelo esqueleto de ferro que o molda. Reivindica o volume de um comboio antigo e a métrica da bitola ibérica, criando um desenho linear que exalta os grafismos e o ritmo do caminho-de-ferro. Encontra a sua plenitude na presença física de quem a atravessa, oferecendo um percurso sensorial e nostálgico que inscreve um novo património na paisagem envolvente, testemunhando o passado e oferecendo-se ao futuro como espaço de reflexão, partilha e encontro.

Construída no âmbito da residência artística Amar O Minho, promovida pela Zet Gallery e pelo consórcio MinhoIn, a escultura Bruma encontra-se instalada permanentemente no cimo do baluarte central da muralha de Monção.

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The train and the railway are strong presences in the popular imagination of the municipality of Monção. Reviewing their history, it is easy to see the importance they played in the development of the territory; allowing the movement of people and goods between the whole of Minho and cross-border lands, they helped to create social and economic relations that still prevail today, giving rise to joint histories and traditions that prevail in the daily lives of local communities. Deactivated since 1989, the railway survives today in memory format, as an incorporeal presence that left its marks on geography and local heritage. The Bruma sculpture, conceived as a path to be followed, is a composition marked by emptiness and the iron skeleton that molds it. It claims the volume of an old combioi and the metric of the Iberian gauge, creating a linear design that exalts the graphics and rhythm of the railway. It finds its fullness in the physical presence of those who cross it, offering a sensory and nostalgic journey that inscribes a new heritage in the surrounding landscape, witnessing the past and offering itself to the future as a space for reflection, sharing and meeting.

Built within the scope of the artistic residency Amar O Minho, promoted by Zet Gallery and the MinhoIn consortium, the Bruma sculpture is permanently installed on top of the central bastion of the Monção wall.